{"status":"OK","msg":"Details loaded!","speaker":{"id":41,"speaker":"Claudio Prado de Mello","sarx_lecture":"","sarx_lecture_abstract":"","earj_lecture":"CONTEXTOS DE ARQUEOLOGIA URBANA E PESQUISA NO RIO DE OBRAS","earj_lecture_abstract":"A Arqueologia Urbana no RJ passou por um optimum nos \u00faltimos anos tendo como foco os interesses das obras ol\u00edmpicas.\r\n\r\nConsiderando que hoje quase a totalidade da pesquisa arqueol\u00f3gica no Brasil esta relacionada ao Licenciamento da Engenharia, estas obras foram respons\u00e1veis pela descoberta de v\u00e1rios s\u00edtios na cidade do Rio de Janeiro, trazendo a luz uma serie diversificada de descobertas e tudo isso somado ir\u00e1 trazer um grande Conhecimento sobre a ocupa\u00e7\u00e3o da cidade e do Estado do Rio de Janeiro a partir do momento em que houver divulga\u00e7\u00e3o dessas descobertas e maior intera\u00e7\u00e3o entre as equipes que trabalharam nessas pesquisas.\r\n\r\nNo caso, podemos compartilhar informa\u00e7\u00f5es sobre alguns sitios e em especial do Sitio Arqueol\u00f3gico da Leopoldina aonde encontramos material pr\u00e9-hist\u00f3rico das fases sambaquieiras e tupi-guarani e dos per\u00edodos colonial e imperial.\r\n\r\nNa Leopoldina, foi realizada uma escava\u00e7\u00e3o parcial e inconclusa da \u00e1rea e nos setores escavados foram encontrados mais de 220 mil itens em apenas quatro meses de trabalho (entre Mar\u00e7o e Agosto de 2013. A jazida arqueologia se inicia a cerca de 30 cent\u00edmetros da superf\u00edcie e se aprofunda ate cerca de 2,80 e a previs\u00e3o no futuro \u00e9 de coletar mais de 2 milh\u00f5es de artefatos. Nessas camadas vemos pe\u00e7as de lou\u00e7a, osso, marfim, cer\u00e2mica, stoneware, vidro, porcelana, couro e at\u00e9 pe\u00e7as de ouro que mostram detalhes inusitados do cotidiano da elite da sociedade do Rio de Janeiro de s\u00e9culos e mil\u00eanios passados. O mais incr\u00edvel \u00e9 que uma significativa parte do acervo foi encontrada intacta. A cronologia desses artefatos \u00e9 principalmente dos s\u00e9culos XVIII e XIX, mas tamb\u00e9m encontramos pe\u00e7as dos s\u00e9culos XVII, XVI. E como um s\u00edtio arqueol\u00f3gico multicomponencial, alem dos remanescentes do Matadouro Imperial da cidade, encontramos material ind\u00edgena da fase Tupi-Guarani (provavelmente associada a tribo de Ararib\u00f3ia que ocupou as proximidades) e surpreendentemente foram detectados material arqueol\u00f3gico de um Sambaqui que existiu nas proximidades e fruto de remanejamento de solos, que ocorreu na regi\u00e3o de S\u00e3o Cristov\u00e3o no processo de planifica\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.\r\n\r\nTemos in\u00fameras possibilidades de pesquisa cient\u00edfica posterior, pois encontramos ate vidros lacrados com l\u00edquidos preservados no interior, alem de uma variedade surpreendente de artefatos de varias categorias que podem ser analisadas sob a luz da Ci\u00eancia.Estes materiais, tem tamb\u00e9m um contraponto interessante na \u00f3tica da Arqueometria. Ao longo das ultimas d\u00e9cadas, itens similares e provenientes de antigas cole\u00e7\u00f5es na Europa - igualmente antigos e encontrados na Inglaterra, Holanda, Alemanha, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica e tambem USA - foram adquiridos e somados a cole\u00e7\u00e3o do Museu da Humanidade (IPHARJ) e hoje fazem parte de uma cole\u00e7\u00e3o expressiva de artefatos que permitem compara\u00e7\u00f5es quanto a forma, materiais e t\u00e9cnicas de manufatura, bem como analises do desgaste de um mesmo artefato sob condi\u00e7\u00f5es diversas de intemp\u00e9ries e deteriora\u00e7\u00e3o e outros n\u00e3o.\r\n\r\nTodo esse conhecimento somado, far\u00e3o parte de um grande projeto baseado no Reino Unido ( What the Victorians Threw Away) e que circunstanciam e contextualizam a Arqueologia Vitoriana de um modo abrangente e inusitadamente globalizado para os idos do s\u00e9culo XIX.","country":"Brasil","institution":"Instituto de Pesquisa Hist\u00f3rica e Arqueol\u00f3gica do Rio de Janeiro (Brasil)","earj":1,"sarx":0,"duration":30,"short_bio":"Prof Ms. Pesquisador do Museu da Humanidade, Diretor do IPHARJ - Instituto de Pesquisa Hist\u00f3rica e Arqueol\u00f3gica do Rio de Janeiro","cvlink":"https:\/\/drive.google.com\/open?id=0B5OeqF_9a9c3Y0xka3ZpcGRkalhWTEYzOUNhTXo0MTBnRXVR","picture":"http:\/\/sarx2016.nbcgib.uesc.br\/speaker\/41\/picture","email":"pradodemello@hotmail.com","cvfile":null,"created_at":"2016-08-14 20:54:43","updated_at":"2016-09-03 09:19:11","lecture":"CONTEXTOS DE ARQUEOLOGIA URBANA E PESQUISA NO RIO DE OBRAS","abstract":"A Arqueologia Urbana no RJ passou por um optimum nos \u00faltimos anos tendo como foco os interesses das obras ol\u00edmpicas.
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\r\nConsiderando que hoje quase a totalidade da pesquisa arqueol\u00f3gica no Brasil esta relacionada ao Licenciamento da Engenharia, estas obras foram respons\u00e1veis pela descoberta de v\u00e1rios s\u00edtios na cidade do Rio de Janeiro, trazendo a luz uma serie diversificada de descobertas e tudo isso somado ir\u00e1 trazer um grande Conhecimento sobre a ocupa\u00e7\u00e3o da cidade e do Estado do Rio de Janeiro a partir do momento em que houver divulga\u00e7\u00e3o dessas descobertas e maior intera\u00e7\u00e3o entre as equipes que trabalharam nessas pesquisas.
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\r\nNo caso, podemos compartilhar informa\u00e7\u00f5es sobre alguns sitios e em especial do Sitio Arqueol\u00f3gico da Leopoldina aonde encontramos material pr\u00e9-hist\u00f3rico das fases sambaquieiras e tupi-guarani e dos per\u00edodos colonial e imperial.
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\r\nNa Leopoldina, foi realizada uma escava\u00e7\u00e3o parcial e inconclusa da \u00e1rea e nos setores escavados foram encontrados mais de 220 mil itens em apenas quatro meses de trabalho (entre Mar\u00e7o e Agosto de 2013. A jazida arqueologia se inicia a cerca de 30 cent\u00edmetros da superf\u00edcie e se aprofunda ate cerca de 2,80 e a previs\u00e3o no futuro \u00e9 de coletar mais de 2 milh\u00f5es de artefatos. Nessas camadas vemos pe\u00e7as de lou\u00e7a, osso, marfim, cer\u00e2mica, stoneware, vidro, porcelana, couro e at\u00e9 pe\u00e7as de ouro que mostram detalhes inusitados do cotidiano da elite da sociedade do Rio de Janeiro de s\u00e9culos e mil\u00eanios passados. O mais incr\u00edvel \u00e9 que uma significativa parte do acervo foi encontrada intacta. A cronologia desses artefatos \u00e9 principalmente dos s\u00e9culos XVIII e XIX, mas tamb\u00e9m encontramos pe\u00e7as dos s\u00e9culos XVII, XVI. E como um s\u00edtio arqueol\u00f3gico multicomponencial, alem dos remanescentes do Matadouro Imperial da cidade, encontramos material ind\u00edgena da fase Tupi-Guarani (provavelmente associada a tribo de Ararib\u00f3ia que ocupou as proximidades) e surpreendentemente foram detectados material arqueol\u00f3gico de um Sambaqui que existiu nas proximidades e fruto de remanejamento de solos, que ocorreu na regi\u00e3o de S\u00e3o Cristov\u00e3o no processo de planifica\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.
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\r\nTemos in\u00fameras possibilidades de pesquisa cient\u00edfica posterior, pois encontramos ate vidros lacrados com l\u00edquidos preservados no interior, alem de uma variedade surpreendente de artefatos de varias categorias que podem ser analisadas sob a luz da Ci\u00eancia.Estes materiais, tem tamb\u00e9m um contraponto interessante na \u00f3tica da Arqueometria. Ao longo das ultimas d\u00e9cadas, itens similares e provenientes de antigas cole\u00e7\u00f5es na Europa - igualmente antigos e encontrados na Inglaterra, Holanda, Alemanha, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica e tambem USA - foram adquiridos e somados a cole\u00e7\u00e3o do Museu da Humanidade (IPHARJ) e hoje fazem parte de uma cole\u00e7\u00e3o expressiva de artefatos que permitem compara\u00e7\u00f5es quanto a forma, materiais e t\u00e9cnicas de manufatura, bem como analises do desgaste de um mesmo artefato sob condi\u00e7\u00f5es diversas de intemp\u00e9ries e deteriora\u00e7\u00e3o e outros n\u00e3o.
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\r\nTodo esse conhecimento somado, far\u00e3o parte de um grande projeto baseado no Reino Unido ( What the Victorians Threw Away) e que circunstanciam e contextualizam a Arqueologia Vitoriana de um modo abrangente e inusitadamente globalizado para os idos do s\u00e9culo XIX."}}